VOLTA COELHO!!!!

Vou ter que procurar urgente um psicanalista.
Isso se o Sérgio Sálvia Coelho continuar fora do ar com seu blog.
Tenho medo do que vou ser depois que sair de lá.
Preciso continuar sendo uma pessoa esquisita e para o bem de todos os que curtem as críticas e mais ainda as respostas irônicas aos comentários desaforados dos atores, diretores e atores e diretores se fingindo de outras pessoas...
Para que isso não ocorra, minha crise existencial, peço, encarecidamente, ao crítico de teatro da Folha de São Paulo, que retorne a postar suas críticas em blog.
Por esta razão, continuo aqui minha campanha, encampada também pela revista bacante e proclamo em plenos pulmões:
VOLTA COELHO !!!!
Escrito por Astier Basílio às 11h38
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PRETTY WOMAN
"Você tem que ter muito cacife, meu filho".
Não, não era comigo. A dona pisava com força, cabeça erguida, o congestionamento da Tancredo, e eu acompanhando o passo dela.
Não sei o que motivou aquela resposta. Usava uma calça jeans apertada, na mão direita um blazer ou casaquinho, não deu pra ver direito, na mão esquerda uma bolsa preta, os brincos balançam vermelho de tão grandes, a boca o mesmo tom de exagero, os saltos da sandália, altíssimos e... combinando com o vermelho dos detalhes.
Não seria demais imaginar que ela mora próximo ao trabalho ou que acabara de descer do ponto de ônibus e que iria ao trabalho, na certa um salão, onde fazia unhas, cortava cabelo e depilava. O rapaz, o que deve ter merecido a resposta, na certa é alguém desocupado, eram mais de oito horas e ele, na certa, confesso, não cheguei a vê-lo, ainda não saia ao trabalho e da janela de sua casa observava a mulher qua passava. É provável que ele seja mais jovem do que ela, pois, dificilmente teria condições de agradar a uma mulher madura, que disfarçava as marcas do tempo com muita maquiagem e que pisava fundo.
Escrito por Astier Basílio às 09h07
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IRRITANDO WAGNER MOURA
Domingo fazendo a minha ronda de blogs, tive um susto:
o blog do Sérgio Sálvia Coelho, crítico de Teatro da Folha, estava fora do ar.
Vamos aguardar, mas já estou por aqui preparando a campanha:
"Volta Coelho"
***
Wagner Moura se irritou com um repórter da Folha no show de João Gilberto.
O repórter, o Miguel Arcanjo Prado, chamou Wagner Moura de "estrela" e o ator se segurou pra não relembrar o Capitão Nascimento.
Fui procurar na net. Pus no google: "wagner moura se irrita". Apareceu um mooonte de coisa.
Wagner se irritou com:
fotógrafos na pré-estréia de Hamlet;
o Pânico na TV;
E pra terminar, aspas do próprio: "É claro que eu não sou o Capitão Nascimento"
***
Claro que não. Se fosse, o Miguel já tinha ido pra conta do papa.

Escrito por Astier Basílio às 14h28
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Ó O CRÍTICO!
Sexta que vem começa a Mostra Estadual de Teatro e Dança.
Havia dois anos que não era feita.
Em 2006, foi quando eu comecei a me especializar na área de teatro, dentro do jornal, acompanhando estréia, lendo sobre. Era o período de aprendizado. Hoje ainda é. Aquela época era o começo do começo.
Eu jantava no bar de Escurinho, no intervalo da primeira peça da Mostra competitiva e antes da apresentação da mostra paralela cujo palco era montado fora do teatro.
Tava eu lá e o velho e bom Escuro, cantor e ator da trupe da Piollin, me disse:
- Tás vendo aqui pra depois (ele bate uma mão na outra com força)... Meter o pau lá no jornal, né?
Rimos.
Falei nada, continuei comendo.
Enquanto isso, apareceu Xu.
- preciso explicar quem é Xu. O nome dele é Antônio. É um ator. O apelido Xu tem uma história ótima. Foi o Cartaxo, diretor, que tendo o Xu como aluno disse, “Ô, Antônio, você é duro que nem o Schwarzenegger”. O nome começou a ser abreviado: virou Tom Xuá, agora, é simplesmente Xu.
Ele, o Xu, estava na mostra com um monólogo sobre o País de São Saruê.
Chegou, parou em frente ao bar e do nada começou a dizer pra Escuro:
- Já dizia Stanislavski. “É o crítico menor do que nada” (ele continuou a citação, não lembro o resto). Ou seja. O crítico não é nada.
Enquanto ele conversava, Escurinho me olhava com a melhor malícia do olho dele. As pupilas rindo, rindo. Assim que Xu terminou, Escuro olhou pra ele, pôs a mão no meu ombro e daquele jeito de quem está cantando e disparou:
- Pronto! Ó o crítico aqui! Ó o crítico!!!!
Escrito por Astier Basílio às 10h28
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A não entrevista com João Gilberto.
Foi num quiosque, em Ipanema, à madrugadinha que eu não
entrevistei o João Gilberto. Não combinamos que ele
iria passar no local marcado, com um boné e uma roupa
de velhinho.
João, como está a criação de formigas?
Ah vai bem. Você sabia que elas são ótimas companhias?
Ô.
Não fazem barulho. Se alimentam da mesma casquinha de laranja. É isso.
- meia hora de silêncio -
Eu tenho a impressão de que se fosse você, e não Borges,
o personagem do conto “O Outro”, aquele em que o Borges
velho se encontra com o novo, acho que vocês não conversariam
nada um com o outro, né?
Não entendi.
Eu disse. Se você encontrasse, agora, com você mesmo,
só que numa versão com vinte poucos anos,
que papo vocês teriam?
Essa conversa está ficando sem graça.
É
- mais meia hora de silêncio. Com 20 minutos ele fez um gesto com
a mão como se me pedisse pra ouvir algo, perguntei o que era, com
um gesto do rosto, ele fez uma careta como quem dissesse: "não,
não era nada".
E o Stan Getz, é uma besta mesmo?
Não vale a minha baga. Por falar nisso... - tira o boné, dentro
tem um saquinho. João aperta um fininho. Limpa, soca,
aperta, acende e diz - Fui campeão, em 1955...
Dos jogos internos estudantis de Juazeiro?
Do mundial carioca de apertamento de beque. (fecha o bicho, passa a língua)
Tá afim?
Antes eu podia ligar pra um amigo meu?
O quê? Perigo? Tem perigo não, o pessoal aqui da...
Eu falei "amigo" e não "perigo"
É sua voz: nasal demais, pra dentro, parece o Batman
Você viu o filme?
Não, não, mas vi o vídeo no blog do Renato Félix
Espera. - pego o celular, João Gilberto dá uma tragada,
prende a respiração e fala com a respiração presa:
Se você pedir pra eu cantar o Garota de Ipanema, no celular, eu lhe suicido!
Se você me perguntar como surgiu a Bossa Nova também, se você perguntar
quantos anos fiquei sem falar com o Tom, também, se eu ouvi o disco de Bebel
Gilberto também, se eu leio os livros do Ruy Castro também, se eu sei quem
é o meu vizinho, também... (solta a fumaça nas reticências)
Espera, João. (o telefone atende) Bráulio? – foi deixar bem claro
que é o Bráulio Filho, de Campina e não o impostor
(hauauaua) – Tudo bom Braulinho? Adivinha
com quem tô fumando unzinho? O quê? Que Otto que nada,
rapá, meu trunfo é pau. Mire alto. O quê? Porra de NX0!
Nada disso. Ó, tu não vai acertar não. Vê só: tá sentado? Se não tiver se sente porque
se não você vai ter um ataque fulminante de inveja
(hauauauauauauauau). E a gente tá mais fumando uma 'coisa'.
Pera, deixa eu passar o telefone pra ele.
Oi (põe a mão no telefone, pergunta, “como é mesmo o nome dele?”,
eu digo: Braulinho, João diz, "certo") E aí, Braulinho. É o João Gilberto. É, tamo sim.
Claaaro, tu acha que o barquinho ia e voltava como? (risos) Esse aqui é da melhor
qualidade (risos de novo) plantado lá em casa. Posso sim. Um reagge, claro.
Pede qualquer um (olha pra mim e diz: como é que eu ponho no viva voz?,
pego o celular e aperto a tecla). Bom, você podia ter pedido um raiz,
Eric Clapton nunca foi regueiro, né? E é do Bob Marley? (ri) Bom, assim sendo,
aí vai. (João me entrega o celular, eu aproveito pra filmar sua performance,
ele põe o cigarrinho entre os dedos e começa a tocar “I shot the sherif”,
como quem tivesse cantando “samba da bênção”)

Escrito por Astier Basílio às 22h21
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A MÁGICA DA MONTANHA
Comecei a ler "A Montanha Mágica", do Thomas Mann.
Durante um tempo, o preço desse livro foi parâmetro pra muita coisa na minha vida.
Explico: tinha uma namorada que sempre queria me presentear com um perfume, uma calça,
eu dizia: não, quero livro.
Ela insistia: olha essa calça, não é bonita? Vou te dar de aniversário.
A calça deveria ser algo em torno de 100 reais, não lembro bem.
Eu respondia: pôxa, essa calça são duas 'A Montanha Mágica'. Não posso vestir algo que custe
duas vezes o preço do livro que eu quero.
Não ganhei a calça - acho que não, não lembro meeesmo - mas ela me deu a "Odisséia" e
a "Ilíada", que eu queria muito também. Quando tivemos se juntar nossas coisas da casa um
do outro, eu roubei a obra reunidade de Fernando Pessoa, em dois volumes.
Tive uma boa razão pra isso, mas não vou dizer aqui.
Bom, "A Montanha Mágica" também foi presente :-)
Escrito por Astier Basílio às 11h50
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Dias corridos, nem deu pra atualizar o blog.
Foi mal.
Assim que escrever este post vou responder aos comentários. Eu demoro mas respondo, respondo todos.
Estou com vontade de fazer outra entrevista imaginária, mas não sei quem eu entrevisto, aceito sugestões.
Sim. Mudei o template porque a Uol tem umas coisas. O meu blog ficou de uma hora pra outra de vertical A4 pra horizontal. Entrei em pânico. Mudei o template, mas não resolveu nada. Vou conversar com o pessoal do portal- o Paraiba1- ver se eles me dão uma mãozinha. É desconfortante ver as letras espalhadas sem ordenamento.
Se não houve jeito, mudarei este endereço. Pena que não posso abrir um “desliguem os seus celulares” no blogspot, porque uma moça copiou minha idéia – sim, a data do blog dela é bem anterior à minha –
É isso.
Final do mês tem mostra de Teatro e este blog cobrirá tudinho.
Escrito por Astier Basílio às 18h56
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CADERNOS DE CABACEIRAS - 2
Quando eu recebia instruções do diretor, assistente e fotógrafo
para uma cena, hoje de manhã, me surpreendi quando o nosso motorista
e assistente de produção, “Seu” Galego, interveio e disse:
- Você faz o seguinte: entra no carro, olha pro retrovisor e
diz: Bora, porra!
Todos rimos e concordamos. A cena tinha de ter essa energia
mesmo.
Seu Galego tem 50 anos. O nome dele é Severino Bernardo.
Natural de Teixeira, é de Cabaceiras desde quando “era de menor”.
É pai de Bruno, o produtor local do filme. Dirigiu, auxiliou, emprestou
a espingarda para umas cenas. Foi ele quem me ensinou a dar tiros.
A arma não estava carregada com balas, só com espoleta, mesmo assim,
Guga, o técnico de som quando ouviu o resultado gravado disse:
- Tiro seco da porra!
Uma das coisas que mais ouvi nas gravações foi: “De novo!”.
Três vezes a cena do tiro. Fiquei meio mouco por alguns segundos.
Quando fui dar o primeiro tiro, era só pra testar: engatilhar, apertar
o gatilho e bum!
- Você é um atirador muito do fuleiro – disse Seu Galego.
Não tinha lhe dito que não estava em ação ainda, enfim, não quis explicar
pra ele nada. Pois bem, quando fui fazer a cena, que mirei, que dei o tiro,
que a pólvora cobriu meu rosto com uma fumaça bonita, seu Galego não
resistiu e deu uma tremenda risada – o que fez a gente regravar –
- Rapaz, você deu um tiro da moda mesmo, eu não resisti não.
Vou esquecer seu tiro mais nunca!
Seu Galego vibrou como um gol de futebol. Ele, e todos nós,
estamos assim, como uma partida de futebol: todos em suas posições
se esforçando pra dar o melhor, respeitando sempre o adversário, afinal,
filmar é uma caixinha de surpresas. E que surpresas.
Escrito por Astier Basílio às 19h49
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CADERNOS DE CABACEIRAS
Quando eu cheguei em Cabaceiras, já era à noite.
O letreiro só iluminava o "Nordestina".
Sem a luz do sol, o atrativo que tem chamado tanta gente a filmar por lá, o "Roliúde" ficou obscurecido.
Achei uma metáfora forte para entender a cidade que se intitulou de
"A Roliúde Nordestina".
Estou agora na Lun House e locadora "MC".
Aqui já tem o Batman novo pra locar.
"Comprei hoje em Campina. O rapaz me disse que era imagem de cinema, mas que prestava", me contou a M, acho que o nome dela é Miriam, o marido é Carlos, os dois são o MC da locadora.
Amanhã integro as gravações do vídeo "Bode Movie", direção Taciano Valério.
Vou interpretar o dono do bode.
Mais detalhes em outro plantão extraordinário durante a nossa programação.
Escrito por Astier Basílio às 22h02
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SITE DO NOVO LIVRO DE ANA PAULA MAIA
23:03 ana: ei
quer ver uma novidade?
eu: oi aninha
quero todas
:)
teu livro, pronto?
23:04 ana: acabei de receber o site novo do livro.
eu: me passa o link...
tõ abrindo aqui
ana: diga aí
23:05 eu: aninha, vou imprimir e ler os dois primeiros capítulos
ana: depois de dois anos e meio no ar com um templete tão singelo, eu tinha o compromisso de melhor
*template
eu: é tu qm manja disso?
23:06 ana: sim. leia e depois me diga
eu: ou rolou um little help...
:)
ana: nada! foi uma garota quem fez. os créditos estão no final da página. dá uma olhada em tudo depois.
ficou muito bom.
23:07 eu: vai ter trailler tb?
23:08 ana: aí já não sei
rs
eu: vai ser pela Língua?
ana: eu não aguentava mais o site antigo dos folhetins - novelas.
eu: sei
23:09 ana: estava um total esculhambo
eu: tá bonito paca, esse novo
ana: quanto a editora... eu não sei.
quer dizer.... eu já sei...
eu: [perguntei uma coisa nada a ver]
ana: mas vou dizer depois.
eu: tá...
:)
Escrito por Astier Basílio às 10h24
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À MANCHEIA
Recebi um livro, comprei três.
O que a Record me enviou, a meu pedido, foi O outro lado, de Ivan Junqueira.
Ele é um poeta que consegue perseguir os mesmos temas, o estilo é apurado, sóbrio, iluminado. É um artífice, no melhor sentido da palavra. Mestre nas rimas toantes, reescrevendo temas clássicos, é sempre agradável lê-lo.
Fui à Siciliano e comprei O vencedor está só, de Paulo Coelho.
O livro mescla suspense policial às benditas reflexões. Um clima acaba puxando o tapete do outro. Não sei se é porque eu me enquadre na categoria dos que não crêem e não dos crentes para quem Paulo Coelho escreve segundo disse Umberto Eco.
A trama policial até aqui – já li 45 páginas – é boa. Mas, quando Paulo fala sobre a futilidade do mundo dos ricos e discorre sobre os grandes valores, é chato muito.
Comprei ainda O Homem Lento, do J.M Coetzee, de quem nunca li nada. Já no primeiro parágrafo que descreve o acidente de um senhor de sessenta anos, Coetzee nos dá o seu cartão de visitas de mestre na arte de narrar. Impressiona.
O último livro, único que ainda não abri, é Contos Eróticos do mestre Luiz Vilela. Escritor que só usando diálogos sabe construir um mundo ficcional poderoso
Escrito por Astier Basílio às 10h05
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O ADEUS DE VANITA
Vanita se foi.
No último final de semana.
Ela comandava o Colégio Alfredo Dantas, sem levantar a voz.
Todo mundo tinha medo e respeito por ela.
Tive a chance de ser aluno dela, de história.
É que a professora Elite, também de saudosa memória, teve de se afastar para uma operação, Vanita a substituiu.
Ela ainda praticava a prova oral, coisa que já naquela época estava meio em desuso. Depois que saí do Alfredo Dantas, onde fiquei da quinta a sétima série, ainda mantive contato com ela, mesmo que de maneira coadjuvante. É que eu visitava Ceminha, a irmã de Vanita, as duas moravam na mesma casa, na Getúlio Vargas.
Ceminha era professora de literatura, a quem devo a minha primeira ida ao teatro e a confecção de meu primeiro livro. Lembro de que Vanita lia sempre. Uma vez, passou na nossa turma, escondido, sob as costas, não para que não víssemos, eu acho, ela estava lendo um livro sobre o crescimento do Japão.
“Eu não sou como Vanita. Quando ela começa um livro vai até o final. Ela está se atormentando diariamente aí. Começou um, vai até o fim pra tortura de todo dia”, me falou Ceminha numa das vezes que fui à sua casa.
Numa dessas visitas, Vanita estava por lá eu lhe disse:
“Sabia que eu nunca tive medo de você”.
“Medo? Medo de mim pra quê?”
Rimos.
Vanita significa “vaidade” em latim. E vaidade quem sente sou eu, de ter tido alguém como ela contribuindo na formação do meu caráter.
Escrito por Astier Basílio às 09h14
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OLAVO BILAC E DENISE STOKLOS
Escrevi sobre “Vozes Dissonantes” na Revista Bacante.
http://www.bacante.com.br/revista/critica/vozes-dissonantes
Apareçam por lá e pitaqueiem
Escrito por Astier Basílio às 01h39
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FIM DO FESTIVAL -pra mim.
Não sei quantos graus faz aqui em Campina Grande, mas o frio faz com que o Festival de Inverno faça jus ao nome.
Acabei de tomar um banho frio, mesmo com a temperatura que está aqui. Acabei de assistir a um show apoteótico: Siba e Fuloresta do Samba.
Foi numa praça da Bandeira em princípio chovosa e fria que todo mundo dançou frevo, ciranda, samba, maracatu e coco de roda.
Não tinha assistido ainda às apresentações com a nova formação do grupo que agora ganhou uma verdadeira orquestra de metais. Nunca ninguém fez o coco de roda orquestrado com sax, tuba. É simplesmente um escândalo de bonito.
Mas, não é só musicalmente que o trabalho é sofisticado, mesclando elementos tradicionais com uma roupagem viva, pulsante – metáfora melhor disso é o galego do trombone dançando breik – Siba é um poeta extraordinário. As letras estão mais simples, as rimas mais fáceis, todavia o nível de elaboração poético é altamente bem realizado. Posso citar de memória o belo coco “João do Alto”, sobre o urubu cujo “paletó, a morte também costura”.
Não vou assistir ao encerramento amanhã do Cordel com Bnegão, nem Débora Colker. Mas, já fico com saudades. Até o ano que vem.
Escrito por Astier Basílio às 00h33
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FESTIVAL DE INVERNO- quinta
Quando eu cheguei à Praça da Bandeira, cinco e pouco da tarde, já tinha fãs do Teatro Mágico por lá, esperando o show que começaria duas horas depois.
Fui a um lun house, no Calçadão e dava pra ouvir se o show começasse.
Foi um grande erro, esse.
Quando cheguei lá, mal dava pra caminhar em toda extensão da praça.
***
O que foi que eu achei do Teatro Mágico que até então nunca tinha ouvido sequer qualquer coisa?
A resposta pode ter duas versões.
Versão um ou versão poliana.
“Mesmo que as letras não sejam lá super-elaboradas, o som não seja também revolucionário, a meninada que vai lá sente-se tocada e se encanta com o figurino da banda, com os elementos circenses postos no palco. Há uma verdadeira legião de admiradores que não tem vergonha de pintar o rosto, pôr nariz de palhaço e cantar quase todas as músicas num coro bonito.
Existe coisa muito pior, como por exemplo os forrós pornográficos e escatológicos que a três por dois grassam nossos ouvidos através de imbecis móveis que levam a porta do carro e poluem o mundo”.

Versão dois ou versão smurf zangado:
“Letrinhas bobas, com trocadilhos infames e pueris como 'o teu afeto me afetou', o Teatro Mágico nem é teatro, nem é mágico. É musiquinha fast-food, sem substância. Sabe miojo? que três minutinhos tá pronto. Aí o carinha pega os elementos do circo e pasteuriza tudo. Logo o circo uma arte popular cuja burguesiazinha adora por o narizinho ridículo de palhaço, mas dificilmente sai de seus condomínios pra freqüentar os circos itinerantes, quando muito vão aos Beto Carrero da vida. O somzinho também é muito pasteurizado e vagabundo.
O Teatro Mágico é o Paulo Coelho da música.
Escrito por Astier Basílio às 09h12
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